
A expectativa é alta para essa Black Friday, principalmente na sexta, que é a data oficial, e promete movimentar o comércio no Rio Grande do Sul. A projeção é de vendas em torno de R$ 780 milhões, somando lojas físicas e canais online, de acordo com dados oficiais da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS). É um cenário muito propício para negócios e, como sempre, quando há aumento de compras, também cresce a atuação de golpistas e fraudadores, principalmente no e-commerce. Ou seja, junto com a oportunidade, cresce o risco — e por isso este conteúdo é, acima de tudo, um alerta muito necessário sobre fraudes digitais.
De acordo com o DataSenado, golpes digitais já atingem 24% da população brasileira, mostrando o quanto esse problema é abrangente. Além disso, no “Mapa da Fraude – Black Friday 2023”, divulgado pela ClearSale, foi identificado que ocorreram pelo menos 400 ações criminosas por hora no período da campanha, somando mais de R$ 10 milhões em tentativas de vendas fraudulentas. Esses números reforçam a importância de estarmos bem informados e atentos, especialmente em um momento onde mídia e inovação avançam rápido e as tentativas de fraude acompanham essa evolução.
Golpes mais comuns na Black Friday
• Golpe do pagamento: Fraudes envolvendo métodos de pagamento populares, como Pix e boleto. Quando o lojista vai realmente verificar, nem o Pix nem o boleto foram pagos.
• Pharming: Redirecionamento do tráfego de sites legítimos para páginas falsas, levando pessoas a inserirem dados pessoais e financeiros em ambientes fraudulentos.
• Phishing: Envio de e-mails ou mensagens falsificadas usando o nome de empresas conhecidas, induzindo consumidores a entregarem informações confidenciais.
Para se proteger, as empresas precisam adotar ferramentas de detecção e prevenção de fraudes, oferecidas por companhias especializadas em cibersegurança. Essas soluções utilizam análise de comportamento, inteligência de risco e monitoramento contínuo, identificando movimentações suspeitas e evitando prejuízos. A empresa também precisa monitorar transações em tempo real e reforçar, em todos os seus canais de comunicação, suas informações oficiais. Sempre que souber de tentativas de golpes envolvendo sua marca, deve comunicar imediatamente aos clientes para evitar que mais pessoas sejam impactadas.
E para os consumidores, a recomendação continua sendo muito clara: não tem milagre. É possível ter ofertas realmente boas, mas descontos irreais precisam levantar alerta. Em 2024, não dá para ser ingênuo. Uma promoção boa demais para ser verdade geralmente não é. É melhor garantir um desconto menor, mas real, do que cair em golpe e ter um prejuízo enorme — especialmente quando falamos de fraudes digitais, que continuam crescendo ano após ano.
Priorizar empresas e sites já conhecidos e com histórico positivo é fundamental. Em momentos de grande movimentação como a Black Friday, escolher lojas nas quais o consumidor já comprou e teve uma boa experiência é uma das estratégias mais seguras. Ao acessar sites, prefira digitar o endereço da loja manualmente. Isso reduz o risco de acessar páginas falsas muito parecidas com as originais.
Antes de finalizar qualquer compra, vale olhar avaliações nas redes sociais, histórico no Reclame Aqui, menções no Procon e comentários de outros consumidores. Tudo isso ajuda a identificar se a empresa realmente cumpre o que promete e fortalece o hábito de consumir com mais consciência — algo que conversa diretamente com o que sempre debatemos sobre mídia e inovação aplicada ao comportamento digital.
Outro ponto essencial: nenhum link é confiável. Recebeu oferta por SMS, WhatsApp, e-mail, redes sociais? Não clique. Anote a informação e acesse manualmente. Essa simples atitude evita a maioria dos golpes.
Utilize cartão de crédito virtual ou carteiras digitais certificadas, como Google Pay e Apple Pay. Elas adicionam uma camada extra de segurança e, principalmente, não compartilham seus dados diretos com a loja. Para pagamentos via Pix, use apenas em sites oficiais, com reputação consolidada e segurança comprovada. Em caso de suspeita de golpe, procure imediatamente o banco, registre ocorrência policial, denuncie para as plataformas e órgãos como Procon e Reclame Aqui, e altere suas senhas.
E falando em senhas, atenção redobrada com a do e-mail, pois é uma das portas de entrada mais críticas para invasões e acessos indevidos. Em um ambiente cada vez mais digital, proteger os acessos é parte essencial da jornada de quem vende e de quem compra.
Boas vendas e boas compras a todos.
FAQ – Black Friday, Mídia e Inovação e Fraudes Digitais
1. Por que a Black Friday exige mais atenção de consumidores e empresas?
Porque o aumento do volume de compras atrai também o aumento das tentativas de golpes, principalmente no e-commerce. O período combina alto movimento no digital, maior circulação de ofertas e uma exposição maior a fraudes digitais.
2. Quais são os golpes mais comuns durante a Black Friday?
Os principais golpes identificados são:
- Golpe do pagamento (fraude em Pix e boletos);
- Pharming (redirecionamento para sites falsos);
- Phishing (mensagens e e-mails falsificados usando nomes de empresas reais).
3. O que faz as fraudes digitais crescerem nessa época?
O aumento do tráfego online, maior número de ofertas e o impulso de compra típico da Black Friday facilitam a ação de fraudadores, que se aproveitam da pressa e da desatenção dos consumidores.
4. Quais medidas as empresas podem tomar para evitar fraudes?
Empresas podem utilizar ferramentas de detecção de fraude, monitorar transações em tempo real, reforçar seus canais oficiais e informar os clientes sobre tentativas de golpe relacionadas à sua marca.
5. Como os consumidores podem evitar cair em golpes?
É fundamental desconfiar de descontos irreais, evitar clicar em links recebidos por mensagens, digitar manualmente os endereços das lojas, priorizar empresas já conhecidas e utilizar meios de pagamento seguros como cartão virtual ou carteiras digitais.
6. Por que evitar links enviados por mensagem?
Porque a maior parte dos golpes utiliza links falsificados para direcionar consumidores a páginas fraudulentas. O acesso manual ao site reduz significativamente o risco.
7. Como identificar se uma loja é confiável?
A verificação pode ser feita observando histórico no Reclame Aqui, avaliações nas redes sociais, menções no Procon e experiências anteriores de outros consumidores.
8. Quais métodos de pagamento são mais seguros?
O uso de cartão de crédito virtual, carteiras digitais como Google Pay e Apple Pay e Pix apenas em sites oficiais ajudam a reduzir riscos, pois não expõem os dados diretamente ao lojista.
9. O que fazer ao suspeitar de um golpe?
Deve-se procurar imediatamente o banco, registrar ocorrência policial, denunciar nas plataformas de compra e órgãos como Procon e Reclame Aqui, além de trocar todas as senhas de acesso.
10. Por que a senha do e-mail é tão importante?
O e-mail é um ponto central de verificação e recuperação de contas. Se ele for comprometido, diversos outros acessos podem ser violados, aumentando o prejuízo e o risco.

