Em matéria para o Jornal do Estado, nossa consultora Fernanda Musardo fala sobre  como promover uma campanha virtual, pois os candidatos usam pouco as redes sociais para este fim. Dividimos a matéria em duas partes. A primeira parte trata mais sobre como os candidatos falham ao usar a rede e na segunda parte uma analise sobre os sites dos candidatos. Veja abaixo os detalhes da reportagem.

Campanha virtual

Candidatos a vereador falham em explorar potencial da internet como alternativa à TV e rádio

“A internet tem que virar a televisão dos candidatos a vereador”. Essa seria a lógica a ser seguida pelas mais de 700 pessoas que estão tentando uma vaga na Câmara Municipal de Curitiba nas eleições deste ano. Porém, segundo a especialista em mídias sociais, Fernanda Musardo, em quase 100% dos casos não é isso que acontece. “A grande maioria das pessoas não assiste ao horário eleitoral, e mesmo que assistisse, cada candidato tem um tempo muito pequeno. As rede sociais surgiram como um fator que pode ajudar muito”, explica Fernanda.

A especialista, que a convite do Jornal do Estado analisou redes de alguns candidatos, aponta que os erros cometidos são basicamente os mesmos. Para ela, o primeiro deles, é a falta de foco com o público alvo. “O candidato a vereador é o representante de algum segmento, seja uma classe ou uma região da cidade. Portanto, é com esse público que ele escolheu representar que ele tem que falar”, diz Fernanda. Ela afirma que a maioria das pessoas tem a ideia de que como a rede social é muito ampla, há a possibilidade de atingir muita gente. “Na verdade as pessoas procuram assuntos de seu interesse nas redes. Não tem como agradar todo mundo. Por isso, é melhor fidelizar um público, que pode votar no candidato e até indicar esse nome, do que tentar falar com todo mundo e não atingir ninguém”, explica.

Campanha virtual - www.musardos.com.br

Além do cuidado com o conteúdo postado, Fernanda lembra que o período de campanha é uma boa oportunidade de despertar o interesse da sociedade para a politica, mostrar aos eleitores o papel do vereador e debater a cidade de forma inteligente. “Não adianta só reproduzir conteúdos, deve-se ter uma preocupação com a imagem e linguagem”. A linguagem, inclusive, é um dos piores pontos no Facebook dos atuais candidatos nas redes sociais. Segundo Fernanda Musardo, ainda existe uma falsa impressão que o site é uma ferramenta apenas de uso pessoal.

“O Facebook é uma ferramenta muito poderosa se bem utilizada. Por isso este é um mercado em amplo crescimento e que tem profissionais especializados nisso. Não é qualquer pessoa que sabe fazer. Precisa ser estudado e feito com muito cuidado, senão pode causar o efeito contrario”, diz. Como um bom exemplo dentre os candidatos deste ano, Fernanda elegeu Eduardo Ferraz (PDT). “Ele  conversa bem com o público jovem, que claramente é seu alvo, posta vídeos legais, de alta qualidade, com analises da cidade e projetos”, afirma.

Notas de reportagem

  • Fonte: Jornal do Estado, Ano 29, n° 9494, set/2012
  • Matéria: Amanda Kasecker
  • Fotos: Reprodução – Jornal do Estado
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