
A Inteligência Artificial tem sido cada vez mais utilizada e, junto com essa evolução, surgem preocupações relacionadas ao impacto no mercado de trabalho. Essa apreensão não é nova. Durante a Revolução Industrial, também existia o medo de que as máquinas substituíssem completamente as pessoas. No entanto, o que se observou ao longo da história é que os avanços tecnológicos continuam exigindo participação humana para operar sistemas, aperfeiçoar processos e desenvolver novas soluções.
As ferramentas de Inteligência Artificial generativas foram criadas para agilizar processos, otimizar atividades e facilitar tarefas do cotidiano. Diversos setores já incorporam essas tecnologias como forma de acelerar rotinas que antes exigiam muito mais tempo e etapas manuais, influenciando diretamente áreas voltadas para mídia e inovação.
A Inteligência Artificial pode ser entendida como um sistema capaz de gerar textos, imagens ou outros tipos de resposta a partir de comandos. Ela funciona com base em grandes volumes de dados e padrões de comportamento humano. Embora tente imitar a inteligência humana, ainda depende totalmente da capacidade humana para ajustes, direcionamento e treinamento.
O ChatGPT se tornou uma das ferramentas mais conhecidas no mundo, lançado em novembro de 2022 e atingindo rapidamente a marca de 100 milhões de usuários. Esse crescimento contribuiu para a expansão do uso de outras tecnologias e estimulou o desenvolvimento de soluções aplicadas em educação, comunicação, atendimento ao cliente, automações corporativas e áreas que exploram mídia e inovação.
No cotidiano, a Inteligência Artificial está presente em diversas ações comuns. A edição de fotos no celular, com ajustes automáticos de iluminação ou remoção de objetos, é um exemplo claro de tecnologia aprendendo padrões. Aplicativos de navegação também utilizam Inteligência Artificial ao recalcular rotas em tempo real, oferecer alternativas de trajeto e atualizar previsões de chegada com base em dados de milhões de usuários.
As assistentes de voz, como Siri, Cortana, Alexa e Google Assistente, também usam Inteligência Artificial para aprender padrões de fala, registrar preferências e adaptar suas respostas a cada usuário. Esse funcionamento só é possível devido ao acúmulo de interações e informações fornecidas diariamente.
Mesmo presentes em tantas atividades, essas tecnologias não eliminam a necessidade de profissionais. Elas funcionam como apoio, tornando processos mais rápidos e produtivos, especialmente em setores que dependem de agilidade e organização. Em muitos casos, contribuem diretamente para diminuir retrabalhos e melhorar a eficiência das rotinas, impactando positivamente o mercado de trabalho.
Algumas áreas, como jornalismo e design, percebem de forma mais evidente a mudança trazida pelas ferramentas de I.A. Sistemas capazes de escrever textos estruturados ou gerar imagens únicas em poucos segundos podem causar insegurança. Porém, análises de mercado mostram que atividades que dependem de criatividade, interpretação e tomada de decisão continuam fundamentais, especialmente em ambientes que envolvem mídia e inovação.
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que apenas 24 por cento das pessoas relataram algum impacto da Inteligência Artificial em empregos, enquanto 76 por cento permanecem atuando normalmente. Esses dados reforçam que o principal movimento observado é o de adaptação tecnológica, e não de substituição direta.
O momento atual exige que profissionais aprendam a utilizar essas ferramentas como parte de seu desenvolvimento. A dificuldade maior surge quando não há adaptação à evolução tecnológica. O mercado valoriza cada vez mais a capacidade de unir tecnologia a habilidades humanas, criando um equilíbrio entre automação e atuação profissional. Essa combinação se tornou essencial na relação entre Inteligência Artificial, mercado de trabalho e as dinâmicas modernas de mídia e inovação. Embora a Inteligência Artificial avance rapidamente, aspectos como caráter, moral e valores continuam sendo exclusivamente humanos. Esses elementos permanecem fora do alcance dos softwares, reforçando a importância das competências humanas em qualquer contexto tecnológico

