Quando falamos em mídia e inovação, a inteligência artificial aparece cada vez mais como uma tecnologia que deixou de ficar presa ao computador ou à tela do celular. Ela está invadindo, de forma silenciosa, as coisas mais banais do nosso dia a dia: um pulso, um colar, um bicho de pelúcia. E o jeito como isso está acontecendo é, no mínimo, curioso.
Inteligência artificial no pulso: como funciona a Neural Band da Meta
Vamos começar pelo pulso. A Meta lançou uma pulseira chamada Neural Band, que vem junto com os óculos inteligentes da marca. O dispositivo faz parte de uma nova geração de dispositivos vestíveis que usam inteligência artificial para transformar pequenos gestos em comandos.
Ela usa um sensor que capta o sinal elétrico emitido pelo músculo do seu pulso no exato segundo em que o cérebro decide mover o dedo — antes mesmo de o movimento acontecer de verdade.
Escrever mensagens sem tocar em um teclado
Na prática? Dá para escrever mensagens desenhando letras no ar, sem tocar em teclado nenhum. E, quanto mais você usa, mais ela aprende o seu jeito de gesticular.
É um exemplo de como os dispositivos vestíveis estão ficando cada vez mais integrados ao corpo e à rotina.
Dispositivos vestíveis com inteligência artificial no pescoço
Agora, desce um pouco: do pulso para o pescoço. Dispositivos como o NotePin, da Plaud, e protótipos de gigantes como a Motorola já colocam no mercado pingentes e gravadores vestíveis que ficam o dia todo com você, escutando o ambiente e gerando transcrições e resumos automáticos.
Esse tipo de tecnologia mostra como os dispositivos vestíveis estão ganhando novas funções com a chegada da inteligência artificial.
IA para gravar, transcrever e resumir o dia a dia
Esses dispositivos mostram como a inteligência artificial começa a ocupar um espaço cada vez mais próximo da rotina, transformando conversas e acontecimentos do dia em registros automáticos.
É mais uma mudança interessante dentro desse universo de mídia e inovação, em que a tecnologia começa a acompanhar o usuário praticamente o tempo todo.
Inteligência artificial em brinquedos infantis
E chegamos ao colo das crianças. Startups de tecnologia estão apostando em bichos de pelúcia com chatters de inteligência artificial embutidos. A ideia é ser uma alternativa fofa à tela do tablet.
Os riscos dos brinquedos com inteligência artificial
Porém, em novembro do ano passado, um desses ursos interativos, chamado Kumma, precisou ser tirado às pressas das prateleiras. Pesquisadores descobriram que o brinquedo dava conselhos inadequados, falava sobre fetiches e até ensinava, passo a passo, como acender um fósforo para crianças.
O urso até soltava um aviso de segurança antes, mas explicava o processo do mesmo jeito. A linha inteira foi recolhida.
O caso mostra que, junto com os avanços da inteligência artificial, também aparecem questões importantes sobre segurança, privacidade e os limites dessa tecnologia.
Sensores, microfones e inteligência artificial cada vez mais próximos
O ponto em comum nisso tudo não é só a tecnologia, é onde ela está. Pulso, pescoço e colo de criança. Agora, tudo tem sensores e microfones ocupando esse lugar com a promessa de facilitar a vida.
Os dispositivos vestíveis são parte desse movimento: tecnologias que deixam de ser algo que você simplesmente segura e passam a ficar praticamente o tempo inteiro junto ao corpo.
O problema é que nem tudo foi testado direito antes de ir para as lojas.
O uso de inteligência artificial na rotina
Boa parte disso… E aqui já confesso que uso o Plaud, e ele é fantástico, me ajuda demais no dia a dia. Estou esperando minha próxima viagem para comprar os óculos da Meta e o anel da Samsung.
É justamente esse avanço da inteligência artificial e dos dispositivos vestíveis que torna o tema tão interessante quando falamos em mídia e inovação.
Mas confesso que alguns objetos ainda me chamam a atenção, por exemplo, esse do ursinho para as crianças.
FAQ
O que são dispositivos vestíveis com inteligência artificial?
São aparelhos tecnológicos usados junto ao corpo, como pulseiras, anéis, óculos, pingentes e gravadores, que utilizam inteligência artificial para executar funções como transcrever conversas, interpretar gestos e gerar resumos.
Como a Neural Band da Meta funciona?
A pulseira capta sinais elétricos dos músculos do pulso e transforma pequenos movimentos e gestos em comandos, permitindo interações sem a necessidade de tocar diretamente em uma tela ou teclado.
O que o Plaud NotePin faz?
O NotePin é um dispositivo vestível capaz de gravar conversas e usar inteligência artificial para gerar transcrições, resumos e registros automáticos.
Quais são os riscos da inteligência artificial em brinquedos infantis?
Os principais riscos envolvem respostas inadequadas, falhas de segurança, privacidade, coleta de dados e falta de controle sobre o conteúdo gerado pela inteligência artificial.
Por que dispositivos com inteligência artificial estão se tornando mais comuns?
Porque a tecnologia está ficando menor, mais acessível e integrada à rotina, permitindo que funções antes restritas ao celular ou computador estejam presentes em objetos usados no dia a dia.
Qual é a relação entre mídia e inovação e esses dispositivos?
Essas tecnologias mostram como mídia, inteligência artificial e inovação estão se aproximando cada vez mais da rotina das pessoas, criando novas formas de interação, comunicação e consumo de informação.
Dispositivos vestíveis com IA podem substituir o celular?
Ainda não completamente, mas eles já conseguem assumir algumas funções, como registrar informações, responder comandos, interpretar gestos e facilitar tarefas sem que o usuário precise pegar o celular.

