O Mercado dos Influenciadores Digitais no Brasil

Vamos falar sobre os influenciadores digitais. É quase como uma empresa de mídia que vive de criar conteúdos e, a partir deles, influenciar o comportamento e o consumo de quem acompanha e, com sua audiência, comercializar os espaços em seus canais digitais. Esse universo já faz parte do cenário de mídia e inovação, porque une criatividade, dados e tendência de comportamento dentro de um mercado de conteúdo que cresce ano após ano.

De acordo com uma pesquisa da Nielsen, o Brasil é líder mundial em número de influenciadores digitais no Instagram. Na plataforma, existem mais de 10,5 milhões de influenciadores com aproximadamente mil seguidores cada. Sim, gente, dá para ser pago como influencer com apenas mil seguidores. O mercado global de marketing de influência deve movimentar 24 bilhões de dólares em 2024, podendo representar um crescimento de 13,7% em relação a 2023.

Investimentos em Marketing de Influência no Brasil

Segundo a pesquisa da Influency.me, “Dados e insights de Influencer Marketing no Brasil para 2024”, 50% das empresas tiveram um orçamento de até R$ 50 mil para essa estratégia em 2023, e 32% investiram até R$ 10 mil durante o ano todo. Outro levantamento mostra que 73% dos consumidores buscam criadores de conteúdo quando querem comprar algum produto. Isso reforça a força do marketing de influência dentro do mercado de conteúdo, que hoje já influencia diretamente a jornada de compra.

Quanto Ganha um Influenciador Digital

Agora querem saber quanto ganha um influenciador? Segundo a Influency.me, 41% dos influenciadores recebem até R$ 500 mensais. Apenas 8% conseguem faturar mais de R$ 10 mil por mês. Essa diferença deixa claro como o mercado de conteúdo é diverso, e como o crescimento financeiro depende da consistência e da capacidade de entregar valor real às marcas.

Os Principais Desafios das Marcas

A maior dificuldade para as empresas que apostam nessa estratégia é encontrar o influenciador ideal. Para 69% das marcas entrevistadas, essa busca é o principal desafio. Já 42% indicaram que a coleta de métricas ainda é um ponto sensível. Dentro do cenário de mídia e inovação, medir impacto, entender audiência e analisar performance se tornaram etapas essenciais.

Plataformas Mais Utilizadas

As plataformas mais utilizadas pelas marcas seguem uma tendência já conhecida: Instagram em primeiro lugar, seguido do TikTok (60%), que cresceu significativamente de 2022 (35%) para 2023 (60%). Em terceiro lugar, aparece o YouTube, com 41%. Cada rede exige estratégias específicas e formatos que conversam com o mercado de conteúdo atual.

Volume de Perfis Contratados

Não é raro que as marcas contratem entre seis e dez influenciadores para a mesma campanha, especialmente quando buscam capilaridade e presença em microcomunidades.

Classificações dos Influenciadores Digitais

Para quem ficou curioso, existe uma classificação bastante usada no mercado:

• Nano influenciadores: 1.000 a 10.000 seguidores
• Micro influenciadores: 10.000 a 50.000 seguidores
• Influenciadores de nível médio: 50.000 a 500.000 seguidores
• Macro influenciadores: 500.000 a 1.000.000 seguidores
• Celebridades e mega influenciadores: acima de 1 milhão de seguidores

Cada categoria atende a estratégias diferentes dentro do marketing de influência. Para conexão mais profunda, proximidade e engajamento real, as marcas escolhem perfis menores. Para impacto amplo, os maiores.

Como Entrar no Mercado de Influência

Ainda dá para entrar na seara dos influencers. Antes de pensar em cobrar ou conquistar inúmeros seguidores, é essencial criar uma relação real com as pessoas que te seguem. Esse é o ponto de partida para quem quer trabalhar com marketing de influência, porque o papel do influenciador é impactar o comportamento e as decisões de consumo.

Também é fundamental entender como as plataformas funcionam, como os algoritmos entregam os conteúdos e como se constrói presença dentro de um mercado de conteúdo competitivo e dinâmico.

O Trabalho Diário do Influenciador

Entrar nesse mercado é possível, mas não é imediato. É um trabalho contínuo, diário e bem mais intenso do que muita gente imagina. Não é algo que se encerra às 17h. Criar conteúdo, responder seguidores, entender tendências, acompanhar métricas — tudo isso faz parte da rotina de quem trabalha dentro do ecossistema de mídia e inovação.

É Possível Viver de Ser Influenciador?

Dá para viver de influenciador? Dá, sim. Mas exige tempo, estratégia, estudo, presença e consistência. E, principalmente, exige entender que criar conteúdo é só uma parte do processo. O restante é gerar valor, construir credibilidade e entregar resultados reais dentro do marketing de influência e do mercado de conteúdo que não para de evoluir.

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