Bizarro a gente acreditar que alguém caiu, mas há um golpe circulando nas redes sociais com vídeos de famosos falando sobre a promoção de uma marca super famosa de roupas, onde, para a pessoa ganhar a mala de viagem customizada, ela só precisa pagar o frete. Para ter ideia do nível, existe até vídeo da Gisele Bündchen falando da tal promoção. Mas, gente, é só parar por 2 segundos e pensar: se a marca tem dinheiro para pagar uma ação com a Gisele, por que ela iria precisar dos 57 reais do frete? Ainda mais sendo uma grife superfamosa e cara do Rio de Janeiro, conhecida nacionalmente.

Outro golpe muito comum é o pedido de Pix. E vamos combinar: todo pedido de Pix ou pagamento do nada é falso. Se ainda ficar com aquela pulga atrás da orelha achando que o parente está pedindo ajuda, liga pra ele. Faz uma chamada de vídeo. Se não for para a conta direta da pessoa, nem considera.

E hoje quero falar com quem já foi vítima de golpe virtual, porque isso está longe de ser exceção. Um em cada quatro brasileiros perdeu dinheiro em algum golpe digital nos últimos 12 meses, segundo uma pesquisa atualizada do DataSenado, instituto do Senado Federal que acompanha esse tipo de crime.

Os golpes mais comuns continuam sendo os mesmos: clonagem de cartão, invasão de contas bancárias e fraudes na internet. E, ao contrário do que muita gente imagina, os mais atingidos são os jovens de 16 a 29, com 27% dos casos. O grupo que menos cai tem entre 50 e 59 anos, com 14%. Entre os idosos, o número fica em 16%.

No Rio Grande do Sul, os dados chamam atenção. O estado está na 6ª posição no ranking nacional de moradores que perderam dinheiro por crimes digitais ao longo do último ano.
E a via principal é o celular. Cerca de 90% das ações criminosas aconteceram por ele.
O golpe do Pix aparece de novo: 18,6% das pessoas relataram ter caído nessa prática.
E o prejuízo médio fica entre 500 e 1 mil reais, segundo a maioria dos entrevistados.

Um dado ainda mais preocupante: 64,3% das vítimas não registraram boletim de ocorrência, muito pela descrença no sistema de justiça e pela sensação de que não vai dar em nada. Mas sem registrar, aí sim a chance é zero.

E, meninas, vamos combinar: tem golpe que é muito óbvio. Se a pessoa está pedindo dinheiro, faz chamada de vídeo. E se não cair direto na conta dela, esquece.
Outra coisa: não existe promoção, sorteio nem campanha séria que peça o código recebido no WhatsApp. Isso é um dos golpes mais usados para clonagem de conta. Precisou de código extra? A chance de ser golpe é gigantesca.

Dinheiro para receber do governo ou de alguma instituição pública também exige atenção. Os sites falsos são extremamente parecidos com os originais, então olhar o endereço do site com calma é essencial.

Sobre senhas: precisam ser trocadas com frequência e precisam ser difíceis, principalmente as de e-mail. A gente acha chato, mas mais chato é perder acesso a tudo. E aquele e-mail velho que quase não usa, mas que recupera contas e serviços, esse precisa de um cuidado ainda maior.

As camadas extras de segurança existem por um motivo. Muita gente acha que está imune porque a conta é pequena ou não tem nada importante lá dentro. Só que os golpistas agem no volume. Cinquenta reais aqui, cem ali, e no fim do dia eles fazem uma fortuna em cima de várias vítimas.

No fim das contas, a gente quer se conectar mais, aproveitar as plataformas, usar tudo o que a tecnologia entrega, mas isso exige atenção. Desconfiar deixou de ser exagero e virou necessidade. O prejuízo sempre é maior quando precisamos resolver problemas causados por descuido com o básico. E se acontecer alguma coisa, procura a polícia, registra o B.O. Pode ser difícil recuperar o dinheiro, mas sem o boletim a chance realmente é zero

FAQ – Golpes Digitais e Segurança Online

1. O que são esses golpes digitais com vídeos de famosos?
São fraudes em que criminosos usam vídeos reais ou editados de celebridades para dar credibilidade a promoções falsas. Normalmente prometem brindes caros pedindo apenas o valor do frete.

2. Por que esse golpe da mala engana tanta gente?
Porque muita gente não para para analisar. Se uma marca paga uma celebridade, não precisa de 57 reais de frete. É golpe.

3. Pedido de Pix inesperado é golpe?
Sim. Se você não estava esperando, é golpe. Sempre confirme por chamada de vídeo.

4. Quais são os golpes digitais mais comuns hoje?
Clonagem de cartão, invasão de contas bancárias, fraudes em sites e golpes pelo WhatsApp.

5. Quem mais cai em golpes digitais?
Jovens de 16 a 29 anos, segundo os dados mais recentes.

6. Por onde acontecem a maioria dos golpes?
Pelo celular, onde ocorrem cerca de 90% das ações criminosas.

7. Quanto as pessoas geralmente perdem?
Entre 500 e 1 mil reais, em média.

8. Preciso registrar boletim de ocorrência?
Sim, sempre. Sem o B.O., a chance de recuperar algo é praticamente zero.

9. Promoções podem pedir código do WhatsApp?
Não. Nenhuma promoção séria pede código enviado por SMS ou WhatsApp. Isso é golpe.

10. Como evitar cair em golpes no WhatsApp?
Não passar códigos, confirmar identidade por vídeo e ativar verificações extras de segurança.

11. Como saber se um site do governo é verdadeiro?
Verifique o endereço com atenção. Sites falsos são muito parecidos com os oficiais.

12. Trocar senhas com frequência faz diferença?
Sim. Senhas fortes e atualizadas evitam invasões e roubos de contas.

13. Contas pequenas também são alvo?
Sim. Golpistas agem no volume. Pequenos valores de várias vítimas somam muito dinheiro.

14. Como melhorar a segurança online no dia a dia?
Desconfiar de links, não clicar em ofertas milagrosas, usar autenticação em duas etapas e atualizar senhas.

15. O que fazer se eu cair em um golpe?
Registrar o B.O., avisar banco ou plataforma e trocar senhas imediatamente.

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