Os vídeos horizontais nas redes sociais estão ganhando um novo espaço, e a televisão voltou a fazer parte das estratégias das maiores plataformas digitais do mundo.

A Meta expandiu os testes de uma área dedicada a vídeos horizontais dentro do seu aplicativo de vídeos para TV. O espaço foi pensado pra aproveitar melhor a tela inteira da televisão, sem precisar cortar a imagem nem deixar bordas pretas nas laterais.

Essa novidade chega junto de uma expansão maior. O aplicativo estreou no Fire TV em dezembro de 2025, passou pro Google TV em fevereiro de 2026 e, em junho, chegou às Smart TVs da Samsung, cobrindo modelos de 2020 em diante nos Estados Unidos.

A expansão foi anunciada oficialmente pela Meta em 22 de junho de 2026 e mostra que a empresa está olhando para um ambiente que, durante muito tempo, foi dominado pela televisão tradicional e pelas plataformas de streaming.

Para quem acompanha as tendências de marketing digital em Curitiba e no Brasil, esse movimento merece atenção. Afinal, a maneira como as pessoas assistem aos vídeos influencia diretamente as estratégias de comunicação das empresas.

Como o Instagram está levando seus vídeos para a televisão?

A empresa também está explorando conteúdo episódico, vídeos mais longos e transmissão ao vivo de criadores dentro do app de TV, mirando a mesma audiência que hoje assiste Netflix e YouTube na sala.

Esses formatos ainda estão em desenvolvimento, mas já indicam o caminho que a Meta pretende seguir.

E aponta uma mudança bem importante: assistir na TV costuma ser uma experiência em grupo, com mais de uma pessoa vendo e assistindo às redes na televisão.

A própria Meta destaca que amigos e familiares costumam assistir juntos, compartilhar recomendações e escolher conteúdos em grupo. É um comportamento diferente daquele consumo individual que acontece no celular.

E isso faz diferença pra quem produz conteúdo. Um vídeo pensado para alguém que está com o celular na mão não necessariamente funciona da mesma maneira quando aparece na televisão, a alguns metros de distância.

A presença das redes sociais na televisão também muda a forma como marcas e criadores precisam pensar no enquadramento, na duração e na apresentação das mensagens.

O movimento não é exclusividade do Instagram.

Como o YouTube e o TikTok estão adaptando seus vídeos para as Smart TVs?

Segundo dados divulgados pelo YouTube em maio de 2026, o consumo global de Shorts nas telas de TV ultrapassou a marca de 2 bilhões de horas assistidas por mês.

É um número importante porque mostra que até os vídeos curtos, originalmente pensados para o celular, estão encontrando espaço na televisão.

O YouTube já vem adaptando a experiência de consumo para as telas maiores, incluindo mudanças na apresentação dos Shorts e recursos que permitem interagir com conteúdos e anúncios usando outros dispositivos.

A empresa também investe em experiências de segunda tela, nas quais o celular pode complementar o que está sendo exibido na televisão, inclusive em ações comerciais.

Para as marcas, isso abre uma possibilidade interessante: o consumidor pode descobrir um produto na tela grande e continuar a experiência no celular, onde consegue pesquisar, acessar informações ou realizar uma compra.

O TikTok seguiu um caminho parecido. A plataforma também passou a incentivar a publicação de vídeos horizontais mais longos, com possibilidade de visualização em tela cheia.

Em janeiro de 2024, a rede começou a apresentar a determinados criadores o programa Video View Booster, que previa alcance adicional durante as primeiras 72 horas para vídeos horizontais elegíveis com mais de um minuto.

É importante destacar que o benefício foi apresentado a contas selecionadas e depende de critérios de elegibilidade. Por isso, não significa que qualquer vídeo horizontal publicado hoje receberá automaticamente mais alcance.

Mesmo assim, o movimento mostra que o TikTok também passou a olhar para formatos além daquele vídeo vertical rápido que ajudou a popularizar a plataforma.

Três das maiores redes de vídeo do momento estão remodelando o formato pra caber na tela que já existe dentro de casa.

E não é apenas uma disputa por tamanho de tela. É uma disputa pelo tempo de atenção das pessoas, pelo espaço dos anunciantes e pela maneira como o público vai consumir conteúdo nos próximos anos.

O crescimento dos vídeos horizontais nas redes sociais mostra que as plataformas estão buscando novas maneiras de disputar a atenção do público, inclusive fora dos smartphones.

Como as empresas podem adaptar seus vídeos horizontais para as redes sociais?

Pra quem produz conteúdo para os negócios, isso pede ajuste em cinco pontos.

Não significa abandonar o vídeo vertical, que continua importante nas redes sociais. A questão é começar a pensar em conteúdos que possam funcionar em diferentes telas, sem comprometer a experiência de quem assiste.

Essa adaptação também interessa às empresas que investem em marketing digital em Curitiba e em outras regiões do país. Afinal, produzir conteúdo que funcione em mais de um formato pode ampliar as possibilidades de distribuição e aproveitamento dos materiais.

1. Planeje o enquadramento para diferentes formatos

Primeiro, ao gravar depoimento, tutorial ou bastidor em vertical, deixe espaço de sobra nas laterais no enquadramento. Isso permite adaptar o mesmo material para horizontal depois, sem gravar duas vezes, desde que a captação original tenha área de imagem suficiente.

Na prática, vale gravar em uma resolução maior e conferir se o personagem, o produto e os elementos importantes continuam aparecendo nos dois formatos.

Isso evita um problema comum: descobrir somente na edição que o vídeo não pode ser adaptado sem cortar parte da informação.

2. Reaproveite vídeos institucionais gravados em 16:9

Segundo, procure na pasta aquele vídeo institucional ou apresentação de produto gravado em 16:9 e esquecido por não caber no feed.

Ele finalmente tem onde rodar de novo, direto na tela da televisão de quem assiste.

Mas vale revisar esse material antes de publicar. Informações desatualizadas, identidade visual antiga e chamadas comerciais que já não fazem sentido precisam ser ajustadas.

O reaproveitamento funciona melhor quando o conteúdo continua relevante para o público e para os objetivos da empresa.

Com as redes sociais na televisão, materiais institucionais que antes tinham distribuição mais limitada podem encontrar novas oportunidades de exibição.

3. Teste vídeos horizontais no TikTok

Terceiro, publique ao menos um vídeo horizontal por semana no TikTok, como experiência de conteúdo.

O Video View Booster já mostrou que a plataforma experimentou incentivos para esse formato. Mas, como o benefício depende de disponibilidade e elegibilidade, o mais importante agora é acompanhar os resultados de cada publicação.

Compare o tempo médio de visualização, a retenção do público, o compartilhamento e o alcance dos vídeos horizontais com aqueles publicados em vertical.

Isso ajuda a entender se o novo formato realmente funciona para a sua audiência, sem depender apenas de uma possível vantagem de distribuição.

Quem começa a testar cedo também ganha tempo para entender o comportamento do público antes que esse formato esteja mais presente na estratégia das marcas.

4. Adapte os roteiros para quem assiste na televisão

Quarto, ajuste o roteiro pensando em quem assiste em grupo, na sala.

Isso pede texto maior na tela, corte menos acelerado e mais tempo de respiro entre uma ideia e outra, porque quem está em grupo comenta e se distrai entre um corte e outro.

Um exemplo simples: uma legenda que funciona perfeitamente na tela de um celular pode ficar pequena demais quando vista do sofá, mesmo em uma televisão grande.

O mesmo vale para informações que aparecem muito rapidamente. Se o público precisa fazer esforço para ler ou acompanhar, a mensagem pode se perder.

Por isso, vale assistir ao vídeo na própria televisão antes de publicar. É um teste simples que ajuda a perceber problemas de leitura, ritmo e enquadramento.

5. Revise a qualidade do áudio e da trilha sonora

Quinto, revise a trilha sonora dos vídeos mais longos.

No celular, o som costuma vir baixo ou no fone. Na TV, ele toca no volume da sala, e qualquer erro no som aparece muito mais.

Diferenças bruscas de volume, música mais alta que a voz e ruídos de fundo podem prejudicar a experiência de quem assiste.

Por isso, além de conferir a edição no computador ou no celular, vale testar o áudio em uma televisão ou em caixas de som.

A ideia é garantir que a mensagem continue clara, independentemente do dispositivo utilizado.

O que as redes sociais na televisão significam para o futuro do marketing digital?

Para fechar, Joyce, a ironia é que a TV aberta sempre foi horizontal. Quem está entrando dentro dela agora são as redes sociais, levando pra essa tela fixa o mesmo conteúdo dinâmico.

E esse movimento traz uma reflexão importante para quem trabalha com comunicação, marketing e produção de conteúdo.

Durante muito tempo, a discussão ficou concentrada no formato: vertical ou horizontal, curto ou longo, celular ou televisão.

Mas o comportamento do público mostra que a discussão vai além disso.

As pessoas querem encontrar conteúdos relevantes, escolher o que assistir e consumir informação no momento que faz sentido para elas.

É justamente essa liberdade de escolha que as redes sociais estão levando para a televisão.

Para profissionais e empresas que trabalham com marketing digital em Curitiba, acompanhar essas mudanças também significa entender como novos hábitos de consumo podem influenciar a produção audiovisual, a publicidade e o relacionamento das marcas com seus públicos.

Os vídeos horizontais nas redes sociais deixam de ser apenas uma alternativa de publicação e passam a representar mais uma possibilidade dentro das estratégias de comunicação digital.

Me parece que o formato sempre esteve certo. Só faltou o resto.

A televisão tradicional pecou na estagnação da linguagem, na falta de personalização e no ritmo engessado da grade.

E agora são as redes sociais que estão mostrando que a tela da sala ainda tem muito espaço para evoluir.

Perguntas frequentes sobre vídeos horizontais nas redes sociais

1. Por que os vídeos horizontais estão ganhando espaço nas redes sociais?

Os vídeos horizontais nas redes sociais estão ganhando espaço porque plataformas como Instagram, TikTok e YouTube estão ampliando suas experiências de consumo em televisões e telas maiores. Esse formato aproveita melhor a proporção das Smart TVs e permite que os usuários assistam aos conteúdos com mais conforto.

2. É possível assistir aos vídeos do Instagram na televisão?

Sim. A Meta está expandindo o Instagram para televisões por meio de um aplicativo dedicado, com suporte a determinados dispositivos Fire TV, Google TV e Smart TVs da Samsung em mercados selecionados. A proposta é permitir que as pessoas assistam aos vídeos do Instagram diretamente na televisão.

3. O TikTok está priorizando vídeos horizontais?

O TikTok já realizou testes para incentivar a publicação de vídeos horizontais mais longos, incluindo iniciativas como o Video View Booster. Entretanto, isso não significa que todos os vídeos nesse formato recebam automaticamente mais alcance. O desempenho depende de fatores como retenção, engajamento e interesse do público.

4. Qual é a diferença entre vídeos horizontais e verticais nas redes sociais?

Os vídeos verticais, geralmente no formato 9:16, são desenvolvidos para ocupar a tela do smartphone. Já os vídeos horizontais, normalmente em 16:9, aproveitam melhor a proporção de televisões e monitores. A escolha depende da plataforma, do tipo de conteúdo e de como o público pretende assistir.

5. Como as empresas podem aproveitar as redes sociais na televisão?

As empresas podem adaptar vídeos institucionais, demonstrações de produtos, tutoriais e depoimentos para exibição em telas maiores. Também é importante revisar o tamanho dos textos, o ritmo da edição e a qualidade do áudio para garantir uma boa experiência de visualização.

6. Qual é a importância dos vídeos horizontais para o marketing digital em Curitiba?