Copa do Mundo 2026: como empresas podem aproveitar o marketing na Copa do Mundo
O Neymar vai pra Copa. Meu vasto conhecimento futebolístico me permite falar isso e que o 4º árbitro tem poderes de tirar o Neymar de campo. E esse é o tema de hoje. O Neymar? Não, nem o árbitro.
Na verdade, é que a Copa do Mundo 2026 começa em junho, nos Estados Unidos, Canadá e México, e qualquer empresa que não aproveitar esse momento vai deixar de conseguir engajamento, distribuição e atenção do público.
Para quem trabalha com marketing digital em Curitiba, ou em qualquer outra cidade do Brasil, esse provavelmente será um dos maiores momentos de atenção coletiva do ano. Durante algumas semanas, futebol, seleções, jogos e torcida vão ocupar redes sociais, mecanismos de busca, conversas e campanhas publicitárias.
Porém, não é aproveitar tudo e fazer o que quiser. O marketing na Copa do Mundo também precisa respeitar uma série de limites.
A FIFA publicou a versão 2.0 das suas Diretrizes de Propriedade Intelectual para 2026 e, desta vez, o detalhamento vai muito além do óbvio. São diversas situações envolvendo marcas, símbolos, publicidade, promoções e associação comercial que precisam ser observadas antes de uma empresa lançar uma campanha relacionada ao torneio.
Na prática, isso significa que existe uma diferença importante entre falar sobre futebol e criar uma comunicação que dê ao público a impressão de que determinada marca possui alguma ligação oficial com a competição.
O que está protegido pela FIFA na Copa do Mundo 2026
O que está protegido: o emblema oficial, o nome “Copa do Mundo FIFA 26”, o slogan “We Are 26”, a identidade visual criada para o evento, os logos das cidades-sede, o mascote e o troféu, entre outros ativos relacionados à competição.
As próprias diretrizes de propriedade intelectual da FIFA detalham como marcas registradas, elementos gráficos e outros ativos oficiais podem ou não ser utilizados por terceiros.
E a proteção não exige necessariamente uma cópia idêntica. Dependendo da forma como a comunicação é construída, um material que cria a impressão de associação, patrocínio ou vínculo oficial com o torneio pode gerar questionamentos.
Isso inclui anúncios pagos no Google e no Meta, hashtags comerciais com o nome do torneio, promoções de ingressos sem autorização e decoração de estabelecimentos utilizando ativos oficiais.
Para quem está planejando ações de marketing na Copa do Mundo, esse cuidado precisa começar ainda na etapa de criação da campanha, e não apenas depois que o conteúdo já está publicado.
Por isso, antes de colocar uma campanha no ar, especialmente quando existe finalidade comercial, vale verificar as diretrizes atualizadas da FIFA e, em ações de maior porte, buscar também orientação jurídica especializada em propriedade intelectual.
Quais são os riscos de usar ativos oficiais sem autorização
O risco jurídico é real: uma empresa pode receber uma notificação, ter materiais retirados do ar ou enfrentar uma disputa relacionada ao uso indevido de marcas e outros ativos protegidos.
E tem um detalhe crítico para quem pensa em sorteio de ingressos: promoções envolvendo ingressos para grandes eventos costumam seguir regras específicas de uso e transferência. Por isso, qualquer ação desse tipo precisa ser analisada com atenção antes de ser divulgada.
Não basta, portanto, pensar apenas na criatividade da campanha. É necessário considerar também os direitos associados ao evento e as condições estabelecidas pelo organizador.
Empresas podem usar a marca da Copa do Mundo nas redes sociais?
Uma dúvida frequente é se o conteúdo orgânico nas redes sociais segue a mesma lógica. E a resposta depende principalmente do contexto em que aquele conteúdo é publicado.
Uma pessoa falando sobre a Copa do Mundo 2026 como torcedor está em uma situação diferente de uma empresa utilizando elementos oficiais para divulgar seus produtos ou serviços.
Para empresas, marcas ou perfis comerciais, o ponto de atenção está justamente na possibilidade de criar uma associação comercial não autorizada.
Usar o emblema no feed, colocar o nome oficial da competição em uma comunicação promocional ou criar Reels utilizando elementos visuais oficiais para promover um produto são situações que merecem cuidado, mesmo quando não existe investimento em mídia.
O ponto central não é apenas se o post foi impulsionado. É o contexto comercial por trás daquela publicação.
E isso vale tanto para grandes empresas quanto para pequenos negócios que fazem seu próprio marketing digital em Curitiba, São Paulo, Porto Alegre ou qualquer outra cidade. O tamanho da empresa não altera os direitos relacionados às marcas e aos ativos oficiais.
Quem fiscaliza o uso indevido da marca da Copa do Mundo
E quem fiscaliza isso? A própria FIFA possui mecanismos de proteção dos seus ativos de propriedade intelectual e disponibiliza canais para denúncias relacionadas ao uso indevido de suas marcas.
Além disso, plataformas digitais como Meta e Google possuem políticas próprias relacionadas à propriedade intelectual, marcas registradas e anúncios.
Isso significa que uma campanha pode enfrentar problemas em mais de uma frente: diretamente com o titular da marca ou dentro da própria plataforma utilizada para distribuir aquele conteúdo.
Em anúncios pagos, por exemplo, determinados materiais podem ser reprovados ou removidos caso sejam identificados problemas relacionados a direitos de terceiros. No conteúdo orgânico, denúncias também podem gerar análises e eventual remoção de publicações.
Por isso, o risco não está apenas em uma possível ação jurídica. Existe também o risco operacional de perder uma campanha justamente durante o período em que ela teria maior potencial de alcance.
O período de maior atenção durante a Copa do Mundo 2026
Durante grandes eventos esportivos, a fiscalização sobre o uso de marcas e ativos oficiais tende a ganhar ainda mais relevância justamente porque cresce também o número de campanhas tentando aproveitar a atenção do público.
E é exatamente nesse período que muitas empresas acabam cometendo um erro básico: acreditam que, porque todo mundo está falando sobre o evento, qualquer elemento relacionado à competição pode ser usado comercialmente.
Não pode.
O fato de a Copa do Mundo 2026 estar dominando as redes sociais não transforma uma marca registrada em um elemento de uso livre.
Como fazer marketing na Copa do Mundo sem infringir regras da FIFA
Dito isso, o espaço criativo dentro dos limites é bastante grande.
E, claro, trouxe ações concretas para quem quer trabalhar marketing na Copa do Mundo e aproveitar o interesse do público pelo futebol sem depender dos ativos oficiais da competição.
Trabalhe com narrativa de torcida
Primeiro, trabalhe com narrativa de torcida, não com marca da Copa.
Campanha de “qual seleção você torce” com votação nos Stories, conteúdo em cima dos jogos do Brasil, comentários sobre futebol e identidade visual própria da sua empresa usando referências genéricas ao esporte.
A ideia é aproveitar o comportamento do público naquele período sem criar uma falsa impressão de patrocínio ou parceria oficial.
É possível falar de futebol sem tentar parecer uma marca oficial do evento.
E, para empresas que trabalham estratégias de marketing digital em Curitiba, por exemplo, ainda existe a possibilidade de conectar o assunto com o comportamento local: bares transmitindo jogos, horários diferenciados, movimentação do comércio, torcida e hábitos do público durante a competição.
Use o calendário de jogos como âncora de ativação
Segundo, use o calendário de jogos como âncora de ativação.
Uma empresa pode desenvolver ações próprias relacionadas ao comportamento do consumidor nos dias em que o Brasil joga, desde que tenha cuidado com o uso de marcas, símbolos e elementos protegidos.
Uma comunicação como “Jogo do Brasil é dia de desconto aqui”, por exemplo, trabalha o contexto esportivo sem necessariamente transformar a marca oficial da competição no centro da campanha.
O mais importante é que a identidade, o nome da ação e os elementos visuais sejam próprios da empresa.
Essa pode ser uma das estratégias mais simples para pequenos negócios aproveitarem o marketing na Copa do Mundo sem depender de uma associação oficial com a FIFA.
Produza conteúdo editorial sobre futebol
Terceiro, produza conteúdo editorial.
Comentar jogos, falar sobre seleções, publicar análises dos times e produzir conteúdo informativo sobre futebol são caminhos muito mais naturais para aproveitar o interesse do público.
Restaurante que publica sobre a gastronomia dos países participantes, escritório de arquitetura que fala sobre os estádios, loja que cria uma série sobre as camisas históricas das seleções: existe uma quantidade enorme de possibilidades.
O cuidado está em separar conteúdo editorial de uma comunicação que possa sugerir vínculo comercial oficial com a competição.
Para quem produz conteúdo ou trabalha com marketing digital em Curitiba, isso abre espaço inclusive para criar pautas que conectem a competição à realidade da própria cidade e ao segmento de atuação da empresa.
Use elementos visuais ligados ao futebol, não à marca oficial
Quarto, trabalhe com elementos genéricos do universo do futebol e desenvolva uma identidade visual própria.
Cores relacionadas ao Brasil, referências a torcida, gramado, bolas de futebol genéricas e elementos gráficos criados pela própria empresa podem fazer parte da campanha.
Já logos, troféus, mascotes, tipografias, emblemas e outros ativos oficiais precisam ser tratados de outra forma.
Essa diferença parece pequena, mas muda completamente o risco da ação.
Uma boa estratégia de marketing na Copa do Mundo não precisa copiar a identidade visual da competição para fazer o público entender que aquela campanha está falando de futebol.
Como conseguir uma associação oficial com a FIFA
Empresas que realmente desejam utilizar ativos oficiais ou estabelecer algum tipo de associação comercial com a competição precisam buscar os canais oficiais da FIFA e verificar as possibilidades de licenciamento, parceria ou patrocínio disponíveis.
As regras também podem mudar ou receber atualizações até o início da competição. Por isso, qualquer campanha planejada para a Copa do Mundo 2026 deve ser conferida novamente antes de entrar no ar.
E aqui vale uma observação importante: este conteúdo ajuda a entender as principais diferenças entre falar sobre futebol e utilizar comercialmente ativos relacionados ao torneio, mas não substitui uma análise jurídica específica para cada campanha.
A Copa do Mundo 2026 será uma enorme oportunidade para marcas, produtores de conteúdo e profissionais de marketing digital em Curitiba e em todo o Brasil. Existe espaço para criatividade, engajamento e campanhas comerciais sem necessariamente utilizar a propriedade intelectual oficial da competição.
Para todo o resto, a regra continua simples: futebol é tema livre. A marca da Copa não é.
FAQ – Dúvidas sobre marketing na Copa do Mundo 2026 para empresas
Empresas podem usar o nome Copa do Mundo 2026 em campanhas?
O uso comercial do nome oficial da competição exige cuidado, principalmente quando a comunicação pode transmitir a ideia de parceria, patrocínio ou associação com a FIFA. O mais seguro é trabalhar o universo do futebol com identidade própria.
Posso usar o logo da FIFA ou da Copa do Mundo nas redes sociais da empresa?
Empresas devem evitar o uso de logos, emblemas, mascotes, troféus, tipografias e outros ativos oficiais sem autorização. Isso vale tanto para anúncios pagos quanto para conteúdos publicados em perfis comerciais.
É possível fazer marketing na Copa do Mundo sem usar a marca oficial?
Sim. É possível criar campanhas sobre torcida, jogos do Brasil, seleções, futebol, gastronomia, cultura e outros assuntos relacionados, desde que a comunicação não gere uma falsa impressão de associação oficial com a competição.
Uma empresa pode criar promoções durante os jogos do Brasil?
Sim, desde que a promoção tenha identidade própria e não utilize indevidamente ativos protegidos pela FIFA. Ações ligadas aos dias de jogo podem ser uma estratégia interessante para aproveitar o aumento da atenção do público.
Pequenos negócios também precisam seguir as regras da FIFA?
Sim. As regras relacionadas a marcas e propriedade intelectual não dependem do tamanho da empresa. Pequenos negócios também precisam ter cuidado ao usar elementos oficiais em campanhas comerciais.
Quais elementos podem ser usados em campanhas de futebol?
Elementos genéricos, como bola de futebol, gramado, torcida, referências às cores do Brasil e símbolos nacionais, podem ser explorados de forma criativa. O cuidado maior deve ser com os elementos oficiais registrados pela FIFA.
Como o marketing digital em Curitiba pode aproveitar a Copa do Mundo 2026?
Empresas podem criar conteúdos e ações ligados ao comportamento local, como movimentação de bares, comércio, horários especiais, torcida e promoções nos dias de jogos. A estratégia é aproveitar o interesse pelo futebol sem depender da marca oficial da competição.
O que pode acontecer se uma empresa usar ativos oficiais sem autorização?
Dependendo do caso, a empresa pode ter conteúdos ou anúncios removidos, receber notificações e enfrentar questionamentos relacionados ao uso indevido de propriedade intelectual.
Conteúdo editorial sobre a Copa do Mundo é permitido?
Conteúdos informativos, comentários, análises de jogos e pautas sobre futebol podem ser produzidos. O ponto de atenção é evitar transformar esse conteúdo em uma comunicação que sugira vínculo comercial oficial com a FIFA.
Qual é a principal regra para fazer marketing na Copa do Mundo 2026?
A regra mais simples é: aproveite o futebol, a torcida e a atenção do público, mas desenvolva uma campanha com identidade própria e evite usar ativos oficiais da FIFA sem autorização.

