Não é você, é a eleição
Seu anúncio ficou mais caro nas últimas semanas e seu conteúdo orgânico parece estar chegando a menos gente. E talvez as duas coisas tenham uma origem em comum: a campanha política.
A propaganda eleitoral começou oficialmente em 16 de agosto e o impulsionamento pago de propaganda eleitoral na internet pode seguir até 1º de outubro, segundo o calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral. Ou seja, setembro está exatamente no centro da janela de maior atividade das campanhas.
Para quem trabalha com Marketing digital em Curitiba ou em qualquer outro mercado competitivo, esse cenário merece atenção porque impacta tanto a mídia paga quanto o alcance orgânico.
E existem dois movimentos acontecendo ao mesmo tempo.
Como o Marketing eleitoral impacta a mídia paga
O primeiro está na mídia paga.
Desde janeiro de 2026, a cobrança dos anúncios da Meta no Brasil passou a incorporar PIS, Cofins e ISS na fatura. Dependendo da forma de cobrança e do ISS aplicado, estamos falando de algo próximo de 12% sobre o investimento.
Na prática, isso significa que uma campanha que já vinha sentindo aumento de custo ao longo do ano entra no período eleitoral com mais um fator de pressão.
Agora acrescente outro componente: eleição.
Candidatos, partidos e federações aumentam o investimento em impulsionamento justamente em um período curto. Esse movimento do Marketing eleitoral aumenta a disputa por inventário no Facebook e no Instagram.
A concentração da verba eleitoral nas redes sociais
E existe uma particularidade importante em 2026: o Google proíbe, no Brasil, anúncios classificados como conteúdo político-eleitoral em suas plataformas. A própria política da empresa inclui anúncios sobre eleições, partidos, federações, cargos eletivos, propostas de governo e outros assuntos relacionados ao processo eleitoral.
Isso ajuda a explicar por que redes sociais capazes de receber impulsionamento eleitoral ganham ainda mais relevância durante esse período.
Não significa que todo anunciante verá exatamente o mesmo aumento de CPM, CPC ou custo por resultado. Setor, público, praça, objetivo de campanha e qualidade do criativo continuam pesando. Mas existe um ambiente de maior competição que precisa entrar na análise.
Para profissionais e empresas de Marketing digital em Curitiba, por exemplo, isso significa olhar com mais cuidado para a variação dos custos durante o período eleitoral e evitar comparações diretas com meses de menor pressão sobre o inventário.
Durante a campanha eleitoral, cresce também o volume de conteúdo circulando nas redes. Eleição ocupa conversa, notícia, vídeo, live, corte, comentário, meme e debate.
Mesmo quando esse conteúdo não é pago, ele entra na disputa pelo mesmo tempo que antes estava disponível para conteúdo de marcas.
Então, o cenário fica interessante:
Na mídia paga, alguns leilões ficam mais pressionados. No orgânico, a atenção fica mais fragmentada.
Por que o alcance orgânico pode cair durante a eleição
E aí existe uma conta simples: o volume de conteúdo aumenta, mas o tempo disponível do usuário não cresce na mesma proporção.
Isso significa que cada publicação passa a disputar espaço em um ambiente muito mais congestionado.
E aqui vale um cuidado: uma queda de alcance orgânico isolada não prova que a eleição seja a responsável. O algoritmo continua mudando, o comportamento da audiência muda e o próprio conteúdo pode performar de maneira diferente.
O ponto é olhar para o período eleitoral como uma variável relevante dentro da análise.
Se várias contas começam a sentir mudanças no mesmo intervalo, principalmente em campanhas que disputam audiências amplas, faz sentido separar esse período e compará-lo com semanas anteriores e posteriores.
No orgânico, a resposta também não é produzir dez conteúdos onde antes produzia cinco. Em um ambiente saturado, quantidade pode virar apenas mais uma parte do ruído.
Menos volume e mais precisão no conteúdo
Eu faria o contrário: aumentaria a precisão.
Conteúdos que respondem a uma dúvida específica, geram salvamento, são enviados para outra pessoa ou continuam sendo encontrados depois da publicação tendem a valer mais do que competir por mais uma visualização no feed.
Na prática, eu olharia menos para uma métrica isolada de alcance orgânico e mais para o conjunto: compartilhamentos, salvamentos, mensagens, busca pela marca, visitas ao site, geração de leads e oportunidades comerciais.
É esse conjunto que ajuda a diferenciar uma queda de visibilidade de uma perda real de relevância.
Como reduzir a dependência do algoritmo no Marketing digital
Também é um momento interessante para fortalecer canais que não dependem exclusivamente da distribuição algorítmica.
Lista de transmissão no WhatsApp, comunidades, e-mail, acesso direto ao site, busca pelo nome da marca e relacionamento com uma base própria ganham importância justamente porque reduzem essa dependência do feed.
Isso também deixa uma lição que vai além da eleição: marca nenhuma deveria depender de um único canal de distribuição.
Quem trabalha com Marketing digital em Curitiba precisa considerar ainda outro ponto: em mercados locais e regionais, relacionamento, reconhecimento de marca e recorrência de contato podem ter tanto peso quanto o desempenho pontual de uma publicação.
Quanto maior a capacidade de falar diretamente com a própria audiência, menor o impacto de uma mudança de algoritmo, de um aumento na concorrência ou de um período excepcional como uma campanha eleitoral.
Alcance orgânico menor nem sempre significa perda de relevância
Se o alcance dos posts caiu, mas as pessoas continuam pesquisando seu nome, entrando diretamente no site, enviando mensagens e gerando oportunidades comerciais, talvez você não esteja diante de uma perda de relevância.
Pode estar diante, simplesmente, de uma redução temporária de visibilidade dentro de um ambiente mais disputado.
É por isso que comparar apenas impressões e alcance orgânico pode levar a uma leitura incompleta.
Uma marca pode aparecer menos no feed e, ainda assim, continuar sendo lembrada, procurada e considerada pelo consumidor.
O período eleitoral precisa ser analisado de forma diferente
O período eleitoral precisa ser analisado como um período específico. Separar esses meses nos relatórios.
Compare CPM, CPC, frequência, custo por resultado e alcance com períodos anteriores. Faça o mesmo com o orgânico. Observe também busca pela marca, tráfego direto, mensagens e conversões.
O próprio calendário do TSE mostra que a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet tem uma janela específica, de 16 de agosto a 1º de outubro no primeiro turno de 2026. Isso ajuda a criar um recorte objetivo para a análise dos dados.
Para quem analisa resultados de Marketing eleitoral, Marketing digital em Curitiba ou campanhas de marcas de qualquer segmento, o contexto precisa fazer parte da leitura dos números.
Não é para usar eleição como desculpa para qualquer queda de resultado.
É para evitar comparar um mês de campanha eleitoral intensa como se ele tivesse exatamente o mesmo contexto de qualquer outro mês do ano.
E se o seu negócio depende do humor de um feed poluído por palanque para existir, o seu problema não é a eleição: é a fragilidade da sua estratégia.
FAQ
1. A eleição pode deixar os anúncios mais caros?
Sim. Durante o período eleitoral, candidatos, partidos e federações aumentam o investimento em impulsionamento, o que pode elevar a concorrência por espaço publicitário nas redes sociais.
2. O Marketing eleitoral pode afetar campanhas de empresas?
Pode. Mesmo marcas que não trabalham com política podem sentir mais pressão nos leilões de mídia paga durante períodos de maior investimento em Marketing eleitoral.
3. Por que o alcance orgânico pode cair durante a eleição?
Porque aumenta o volume de conteúdos disputando a atenção do usuário. Notícias, debates, vídeos, memes e conteúdos políticos passam a ocupar mais espaço no feed.
4. Uma queda no alcance orgânico significa que a estratégia está ruim?
Não necessariamente. O alcance orgânico é apenas uma das métricas. Também é importante analisar buscas pela marca, tráfego no site, mensagens, leads, compartilhamentos e conversões.
5. Como melhorar os resultados de Marketing digital durante o período eleitoral?
Uma alternativa é priorizar conteúdos mais específicos e úteis, além de fortalecer canais próprios, como WhatsApp, e-mail, comunidades e acesso direto ao site.
6. Empresas de Marketing digital em Curitiba também podem sentir esse impacto?
Sim. Empresas e marcas que anunciam para públicos locais ou regionais também podem perceber mudanças no custo da mídia e no comportamento do alcance durante o período eleitoral.
7. Vale aumentar a quantidade de posts quando o alcance cai?
Nem sempre. Em períodos de maior saturação, aumentar a quantidade pode apenas adicionar mais conteúdo ao ruído. Qualidade, relevância e precisão tendem a ser mais importantes.
8. Como analisar os resultados durante a campanha eleitoral?
O ideal é comparar métricas como CPM, CPC, frequência, custo por resultado, alcance orgânico, tráfego direto, mensagens e conversões com períodos anteriores e posteriores à eleição.

